Resenha: ‘Caixa de Pássaros’ – Josh Malerman
Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.”
Assim que peguei o livro para ler, já me veio uma pergunta: “Por que usar essa tal de venda?? POR QUÊ?”. Óbvio que tem um porquê e logo apareceu a explicação, mas pra mim isso ficou confuso no início da leitura.
O livro conta a história de Malorie, narrada na terceira pessoa, no passado e no presente. No passado, ela descobre que está grávida – uma gravidez não desejada – no pior momento possível, quando começam a acontecer coisas estranhas. A outra parte se passa quatro anos depois que o mundo virou de pernas pro ar.
Foi um livro bem intrigante. Paro e penso como seria viver com vendas nos olhos ou com eles fechados sem poder abri-los. É uma aventura diferente a cada saída de casa, hora para pegar água no poço, ora para esvaziar o “penico”. Até que ela decide sair dessa casa e ir para um local mais seguro. Para isso, ela e os filhos têm que descer um rio. A descida do rio será um perigo para eles que não podem abrir os olhos, uma aventura perigosa, assustadora e surpreendente.
Em alguns momentos no livro, eu senti o desespero, a aflição e as batidas do coração de cada personagem. Não sou mãe, mas quis pegar no colo e confortar as crianças. A decisão de Malorie de sair de um local seguro com duas crianças de 4 anos é muito perigosa. Descer um rio às cegas é muito arriscado, mas é a única salvação do trio. O mundo fora da casa é totalmente novo e desconhecido. O mundo do presente é cheio de criaturas que vagam pelo planeta, acabando com o que resta da humanidade. Para onde será que o rio vai levá-los?
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