Waldir Maranhão, presidente interino da Câmara, informou na noite de segunda-feira (10) que irá revogar sua decisão de anular sessão da Câmara que abriu processo de impeachment de Dilma Rousseff.
A decisão de Maranhão já foi assinada, mas só passa a ter valor após a publicação, que deve acontecer terça-feira (11). Ele informou sobre o caso para deputados.
Pessoas do governo foram para a casa do presidente interino por volta da meia noiva para tentar fazê-lo desistir de revogar sua polêmica decisão. Maranhão, por sua vez, teme ser expulso do PP – o que já estava programado para acontecer terça-feira – e perder o mandato.
Dilma pretendia usar a anulação do presidente interino para solicitar que o Supremo paralisasse o processo. Renan Calheiros, presidente do Senado, decidiu ignorar o cancelamento e deu sequência à tramitação.
De acordo com Diego Encosteguy, editor-chefe da revista Época, Maranhão contou a amigos que só topou a operação de anular sessão da Câmara porque José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União, o garantiu que Renan Calheiros bancaria a decisão.
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