Michel Temer, presidente interino do Brasil, solicitou que a sua equipe divulgue durante os próximos dias a queda na execução de programas sociais, como Pronatec e Minha Casa, Minha Vida, que aconteceu durante a gestão de Dilma Rousseff. Seu objetivo é não ser acusado de ter feitos novos cortes na área social.
Temer e sua equipe desejam mostrar à população que as principais vitrines de Dilma Rousseff já estavam sofrendo por causa da piora da economia brasileira, e que programas sociais tiveram recursos reduzidos aprovados pela presidente afastada.
Os ministros Romero Jucá, do Planejamento, Ricardo Barros, da Saúde, e Eliseu Padilha, da Casa Civil, divulgaram sexta-feira que a redução de valores com os programas sociais seria publicizada. “Esses programas já foram muito cortados e vamos anunciar que foram cortados. O próprio governo Dilma reduziu a efetividade”, afirmou Ricardo Barros.
Jucá, por sua vez, disse que “alguns” programas estão com “subfuncionamento” e que tudo isso será tornado público para que eles não sejam responsabilizados por diminuições feitas no governo petista.
Os ministros também tentaram minimizar a falta de mulheres na nova Esplanada, tema que gerou críticas nos mais diversos meios. Padilha defendeu o governo afirmando que sua composição foi feita em parceria com partidos políticos, e que na verdade os partidos não indicaram mulheres. Ele também justificou que tiveram pouco tempo e que tentaram “de várias formas buscar mulheres”, mas que a tentativa não deu certo “por razões que não convém discutir aqui”.
Ainda na sexta-feira (120, Temer divulgou que a chefia de gabinete será comandada por Nara de Jesus e que seu governo fará esforço para nomear mulheres para “postos nas secretarias especiais que foram fundidas a ministérios”.
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