De acordo com o colunista Cláudio Humberto, do jornal Metro, a presidente afastada Dilma Rousseff pretende seguir os passos de Fernando Collor e pedir renúncia do cargo antes mesmo do Senado iniciar o julgamento do processo de impeachment.
Fonte ligada a petista afirma que a renúncia passou a ser uma alternativa após a admissibilidade do impeachment ser aprovada por 55 votos a 22. Para condená-la na etapa final, é necessário ter, no mínimo, 54 votos a favor.
A ideia de Dilma e de sua equipe é seguir o caminho de Leonel Brizola, que é ídolo da presidente afastada, e disputar cargo no governo do Rio Grande do Sul ou do Rio de Janeiro. A prioridade é concorrer no Rio Grande do Sul, onde ela se tornou secretária estadual e se radicou.
Caso o impeachment seja confirmado, a petista fica inelegível durante quatro anos. Ao renunciar, sua elegibilidade permanece intacta. Entretanto, a tática não deu certo no caso de Fernando Collor. Na época, o Senado ignorou sua renúncia e julgou o processo mesmo assim, aprovando o impeachment.
Enquanto a ideia não se concretiza e o impeachment ainda não é algo certo, a estratégia de Dilma é continuar afirmando que foi vítima de golpe durante os próximos dias para que sua militância continue mobilizada. Além disso, ela deve fazer série de viagens pelo Brasil e pelo mundo para defender seu mandato enquanto o impeachment é analisado no Senado, de acordo com a BandNews FM.
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