Se tiver ‘golpe’, Dilma vai pedir suspensão do Brasil no Mercosul

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Em entrevista em Nova York, Dilma Rousseff afirmou que irá recorrer ao Mercosul e a Unasul, caso o processo de impeachment se concretize. Ela deseja que o Mercosul e Unasul analisem o processo e suspendam o Brasil.



“Está em curso no Brasil um golpe, então eu gostaria que o Mercosul e a Unasul olhassem esse processo. A cláusula democrática implica em uma avaliação da questão. Nós sempre fazemos essa avaliação”, afirmou.

Dilma também disse que eleições antecipadas seriam uma saída “não golpista”, mas que irá defender o seu mandato. De acordo com ela, quem propõe eleição direta não é golpista, e sim está trazendo outra discussão. Ela classificou o atual processo de impeachment que está em curso como “eleição indireta travestida de impeachment”.

Ela também respondeu sobre a acusação de que estaria se vitimizando. De acordo com a presidente, não é disso que se trata, e sim de um “processo absolutamente infundado”. Ela disse que quem assumirá o destino do Brasil serão “pessoas ilegítimas, que não tiveram voto para presidência da República” e fez questão de reafirmar que não tem acusação de lavagem de dinheiro ou contas no exterior.

Após retirar o discurso sobre o “golpe” no encontro da ONU sobre mudanças climáticas, ela não poupou o uso da palavra em encontro com jornalistas em Nova York. “Me dizer que não é golpe é tampar o sol com a peneira”, disse ela, acrescentando que para fazer o “golpe” basta usar a mão para “rasgar a Constituição”.

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