Dilma defende consulta popular para ‘lavar lambança’ de Temer




Dilma Rousseff, presidente afastada, sinalizou para senadores e aliados que agora aceitaria propor plebiscito para convocar novas eleições presidenciais, no caso de ser reconduzida ao cargo. Pessoas próximas à petista afirmam que Dilma demostrou disposição para abraçar a proposta, desde que ela seja aceita pelos movimentos sociais.

Sua disposição para deixar o Planalto é o argumento usado pelos petistas para reverter os votos no Senado contra a cassação de Dilma. Ela teve 22 votos contra seu afastamento e precisa de 27 para que o impeachment seja barrado. Em entrevista que foi ao ar na última quinta-feira (09) na TV Brasil, a presidente afastada defendeu “consulta popular para lavar lambança” do governo do presidente interino Michel Temer.

A ideia é fazer com que a demanda surja das ruas, para não dar voz para a tese de que o caminho representa a aceitação de que Dilma não tem condições para governar até 2018. O problema, entretanto, é que não há consenso entre os movimentos sociais. Além disso, o fato de Dilma deixar o cargo não garante que Temer fará o mesmo.

O MST e a CUT são a principal resistência na base social do PT. João Pedro Stédile, líder do MST, diz que “antecipar eleições presidenciais ou gerais não resolve os problemas. Ao contrário, poderia legitimar as mesmas forças conservadoras que deram o golpe”. Já Guilherme Boulos, do MTST, concorda com a convocação de novas eleições. Até que o impasse seja resolvido, Dilma não deve falar publicamente sobre o assunto.

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