Fala de Nuzman é interrompida por gritos de “fora, Temer”

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Os protestos contra o presidente Michel Temer na abertura da Paralimpíada começaram antes mesmo dele aparecer na Tribuna de Honra do Maracanã, no Rio de Janeiro. Por volta das 18h07, boa parte das pessoas das arquibancadas gritaram “Fora, Temer” várias vezes. Temer chegou à tribuna seis minutos depois. A primeira-dama Marcela estava com ele.

A entrada do presidente foi discreta. Ele entrou quando as luzes do estádio já estavam apagadas. Ele não discursou, mas o protocolo prevê que ele declare abertos os Jogos Paralímpicos do Brasil. Ele fez o mesmo durante a abertura da Olimpíada, quando o processo de impeachment ainda não havia sido finalizado.

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A abertura da Paralimpíada não contou com chefes de Estado do exterior. A Tribuna de Honra foi ocupada principalmente por políticos nacionais. Eduardo Paes, prefeito do Rio, e Francisco Dornelles, governador em exercício, e Luiz Fernando Pezão, governador licenciado, estavam no local. Também estavam presentes os ministros Raul Jungmann (Defesa), José Serra (Relações Exteriores) e Alexandre de Moraes (Justiça e Cidadania).

Quando o nome de Temer foi anunciado para abrir a competição, ele foi hostilizado pelo público. As pessoas presentes no estádio gritaram “fora, Temer” e vaiaram. O presidente não esboçou reação e declarou aberto os Jogos.

Durante o discurso de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Rio-2016, também houve vaias ao presidente. Ele falava sobre os esforços dos governos federal, estadual e municipal para fazer os Jogos acontecerem. O dirigente interrompeu o discurso até o protesto ser encerrado.

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