Relator do auxílio emergencial rebate Bolsonaro: ‘Não admitia mais que R$ 200’

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Marcelo Aro (PP-MG), relator do projeto que culminou na criação do auxílio emergencial, rebateu post do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Twitter sobre o valor do benefício e as divergências entre Executivo e Câmara dos Deputados.




Em março, o governo sinalizou auxílio com valor de cada parcela por R$ 200. A Câmara discutia aumentar o valor para R$ 500 em sessão e, com a chance de derrota, Bolsonaro aceitou pagar R$ 600. O benefício foi criado para auxiliar trabalhadores informais, autônomos, microempreendedores individuais (MEIs) e desempregados durante a pandemia do novo coronavírus.

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Nesta sexta-feira (12), no Twitter, o presidente deu ao Executivo a escolha do valor de R$ 600. “Depois de o Congresso apoiar R$500 para o auxílio emergencial, estudos do governo federal, com responsabilidade fiscal e apoio da liderança do governo na Câmara, o Ministério da Economia alcançou os R$ 600 pagos em 3 parcelas. O maior programa de auxílio aos mais necessitados do mundo”, escreveu ele.

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Marcelo Aro, relator do projeto que culminou na criação do auxílio emergencial, rebateu. “Presidente, isso não é verdade. Vamos contar a história real? Fui relator do projeto. Seu governo foi contra o meu relatório desde o primeiro momento. Vocês não admitiam um valor acima de R$ 200,00”, escreveu o deputado. “Construí junto com sua base de apoio do centro e a oposição um texto com um valor de R$ 500,00. Somente quando viram que o projeto seria aprovado, mesmo com os votos do governo contrários, seu governo sugeriu construir um acordo. Não foi estudo”.




“Foi um telefonema. Nessa ligação, decidimos que o acordo, para o governo não ficar de fora, seria de R$ 600,00. Essa é a história verdadeira e o senhor sabe disso”, continuou o deputado.

Atualmente, o benefício paga três parcelas de R$ 600, mas duas novas parcelas foram anunciadas, ainda sem valor definido. Bolsonaro e o ministro da Economia Paulo Guedes defendem quarta e quinta parcelas por R$ 300, enquanto Rodrigo Maia defende que se mantenha a R$ 600.




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