‘Dieta de jejum’ promete aumentar a longevidade e melhorar a saúde

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mojzagrebinfo / Pixabay




Cientistas da Universidade do Sul da Califórnia parecem ter feito mais uma descoberta para ajudar em nossa infindável pela saúde e longevidade. De acordo com ele, a chamada ‘Dieta de jejum’ pode ajudar nestes objetivos – ela foi testada em ratos e teve sua eficácia comprovada nos animais.

Nos testes realizados pelos cientistas, os ratos apresentaram melhora na memória e aprendizado, amenização de doenças inflamatórias e redução da descalcificação dos ossos. Ao realizar testes em humanos, os cientistas concluíram que a ‘Dieta de jejum’ também reduzia a quantidade de hormônio IGF-I, que é relacionado ao envelhecimento, além da susceptibilidade à câncer.

Ela também promete diminuir as chances de doença cardiovascular e diabetes, além da gordura visceral e a glicose no sangue.

Como funciona a dieta de jejum?

Ela foi testada pelos cientistas em 19 voluntários, mais um grupo de controle, consiste em cinco dias seguidos de jejum por mês. Fora desses cinco dias, a pessoa poderia comer da maneira que desejasse, inclusive a dieta McDonald’s.

Valter Longo, condutor do estudo, gerontologista e biólogo, reconhece que esse jejum pode ser difícil e perigoso, por isso os cientistas desenvolveram uma rotina alimentar que ativa os mesmos efeitos no corpo.

Ou seja, para deixar a dieta dentro de padrões mais alcançáveis, os cientistas testaram uma dieta de três meses, em que cinco dias consecutivos de cada um desses meses deve ser composto por uma dieta restrita. Essa dieta é composta pelo consumo de 34 a 54% das calorias normais diárias, com 11 a 14% da quantidade de proteínas diárias, 44 a 46% de gordura e 42 a 43% de carboidrato.

De acordo com Valter Longo, essas medidas ajudam a reprogramar o corpo, fazendo com que ele envelheça mais lentamente, além de rejuvenescer por células-tronco. De acordo com ele, essa “não é uma dieta típica porque você não precisa continuar indefinidamente”.

Ele não deu maiores detalhes sobre o que as pessoas consumiram exatamente durante os três meses e também demonstrou cautela, afirmando que mais estudos ainda devem ser feitos. “Se os resultados continuarem tão positivos quanto os atuais, eu acredito que a dieta de simulação de jejum será a primeira intervenção segura e eficiente a promover mudanças positivas associadas com a longevidade e saúde, que pode ser recomendada por um médico”, afirma.

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